Faz tempo, né?
O outro dia eu lí que a vida de uma pessoa é determinada pelas oportunidades. Incluindo ai (e principalmente, penso eu) aquelas que ela perde. A minha vida, eu acho que foi, e está sendo até agora, definida por duas grandes oportunidades: a garota lá do outro post foi a que eu perdi. E eu ainda não consegui me decidir se isso foi bom ou ruim. As vezes, acho que foi bom, outras em dias como hoje, ruim demais. Já se fazem, sei lá, 7, 8, 9 anos, a preguiça me impede de contar, e ainda assim, sometimes o coração fica tão apertado que parece que acabou de acontecer. Sei que começou, oficialmente, em um 28 de agosto qualquer.
A segunda grande oportunidade, e esta eu estou lutando contra a minha acomodação natural e mais ainda contra a minha tendência a me imergir no trabalho que estou tendo é o crescimento do meu filho. Ele tem agora quase três anos. E apesar de só balbuciar alguma meia duzia de palavras ainda (a fonoaudióloga diz que ele é preguiçoso: talvez pelo menos nisso tenha saido a mim) me espanto, como todo pai coruja, com a sua capacidade de me enrolar e ainda mais com o seu conhecimento do vocabulário.
Não é que outro dia eu vi ele arrastando o carregador do celular como se fora um carrinho. Deixei pra lá, pelo menos estava se divertindo. Mais tarde, quando enfim precisei to tal aparato, perguntei, G., aonde está o carregador do papai. Não é que o moleque me puxou pelo braço até um canto aonde estava a tralha, apontou com o dedo e fez um sonoro: ta-dam!! Dificil de reproduzir em palavras mas cujo som assemelha-se com aqueles orchestra hit quando alguém ganha um prêmio, sabem?
Eu não sabia que ele conhecia o ta-dam, e muito menos tinha idéia de que ele pudesse saber que diabos era um carregador de celular!
Mas, voltando as oportunidades, em um destes dias chatos como esta segunda, não era segunda, eu resolvi entrar no batepapo da uol, com o sugestivo e seletivo nick de “só se for magrela“, talvez eu já tenha falado sobre essa minha predileção, talvez não, nem lembro. Conversei com algumas garotas, várias gordinhas ofendidas, algumas magrelas que não estavam muito de acordo com as minhas brincadeiras e o tempo foi passando. Mais ou menos na hora do almoço entrou uma garota de nick Quelrida. Chamei-a para conversar e ela perguntou como eu tinha advinhado. Pesava 40 kilos.
Conversamos durante algum tempo quando ela disse que iria sair, o tempo estava acabando e estava em uma lan-house. Trocamos telefone e, pelo menos para mim, fica só nisso mesmo. Mas resolvi aproveitar essa oportunidade e ligar. Raquel, era esse o seu nome era dessas garotas doidinhas, algo entre geek e nerd. Trabalhava em uma dessas grandes lojas de video-game e, esqueceu que era o dia de folga e foi trabalhar. Eu também já fiz isto!!! Chegando lá e descobrindo a trapalhada aproveitou para fazer comprar, navegar na net e passear só para não ter que voltar para casa. Ísto eu também já fiz.
Combinamos de nos encontrar na estação de metro do braz, já que ela viria de trêm de alguma cidade próxima (suzano, itaquá, agora eu não lembro mesmo!!!). Dei uma desculpa qualquer aqui no trabalho e segui rumo a mais um encontro as cegas, sim eu já tinha me dado mal com isso, mas não aprendo, né.
Chegando na estação liguei, e nada de funcionar o celular dela, sempre a indefectivel mensagem desligado ou fora de área. Achei que tinha tomado um nabo. Caminhei pela estação por algum tempo. Imagine-se tentando encontrar uma pessoa que você não conhece em meio a uma pequena multidão de pessoas, por sorte não era ainda horário de pico, tendo apenas uma descrição superficial.
Depois de um tempão andando por ali e já quase desistindo vi uma garota que poderia ser senão fosse um pequeno detalhe: esta usava brincos de serpente e a minha Raquel estaria usando brincos de semente (ei… não estou louco, se acha que não existem brincos de semente, dá uma olhada no google images).
Enfim, apesar da minha trapalhada fonética, ela era a garota que procurava. Raquel era uma bela gata negra. Tamanho pp, cerca de 1,60m, seios do tamanho de uma pequena pera e uma bundinha que cabia enchia na medida sua, lá dela, calça jeans justissima. Vestia também uma baby look branca que deixa seu umbigo com piercing à mostra.
Tinha cabelos pretos, lisos e longos. Raquel tinha os olhos mais pretos, instigantes que eu já vira até então. O olhar que mistura inôcência e safadeza que só as garotas que cruzaram a pouco a linha da maioridade tem. Tinha também piercings vários. Que eu me lembro: sombrancelha, orelha, língua, nariz além do já citado umbigo. Lendo pode parecer exagerado, mas não. Tudo harmonizava.
Perguntei se queria ir para algum outro lugar, sugeri o shopping tatuapé que ficava a duas estações dali. Ela disse que não, que tinha namorado e tal, que era só pra me conhecer mesmo. Sinceramente eu só estava a fim de compania mesmo, alguém diferente para jogar conversa fora.
E falamos!!! Umas 4 horas encostados em um dos parapeitos da estação que deixava ver os trêns quando eles passavam. Conversamos sobre tudo, video games, alias seu assunto preferido, cinema e ritual de acasalamento dos pombos. Escola, viagens para a praia, futebol. Carros, novelas e mulheres.
A esta altura já eram cerca de 5 horas da tarde, os trens e o metro estavam lotados. Raquel disse que teria que ir embora. Disse que era uma pena pois estava muito boa a conversa, apesar da incomoda posição e agora do barulho que nos obrigava a praticamente a gritar para que nos entendessemos.
Raquel me pegou pela mão e disse: venha até aqui. Fui..
Andou, andou, andou até que achou um canto mais reservado, me agarrou e já enfiando a lingua na minha boca. Ela era aquele tipo de garota selvagem, que beija, chupa, morde, aperta, geme, se esfrega, tudo ao mesmo tempo. Confesso que, eu já estava nesta época com uns 30 anos (não que atualmente eu tenha muito mais do que isso), fiquei um pouco assustado pois tinha um bom tempo que não praticava este tipo de romance adolescente e exibicionista em público.
A propósito, já fui convidado a me retirar de tantos shoppings, repartiçoes públicas, lanchonetes e lugares que nem lembro. Mas isto foram em outros tempos. Hoje sou um cara discreto.
Raquel, como disse, não era uma garota de muita carne, mas a que tinha, era de primeira, estava toda durinha e no lugar certo.
Porém, sempre tem um porém, eu tenho uma consciência que via de regra me atrapalha e não seria diferente hoje. Já sabendo que, certamente colocaria tudo a perder, fiz a fatidica pergunta: E o seu namorado?
Foi como jogar um balde de água retirada diretamente do rio Indirka. Momento putaria também é cultura inútil: Até onde sei, o rio Indirka fica na região norte-oriental da Sibéria. Neste local foi registrada a menor temperatura em local habitado do planeta, -71.2 graus negativos. A temperatura habitual é de cerca de -50 graus.
Voltando a narrativa, após a minha pergunta Raquel ficou quieta, pensativa, por algum tempo e falou: você é foda. Virou-se e deu alguns passos para frente. Parou por um momento, virou-se novamente, voltou e disse no meu ouvido: “ele vive pisando na bola comigo, então…” Então alguma coisa que eu não entendi pois ela já estava mordendo a minha orelha e esfregando seu corpo esquio no meu.
Determinado a não cometer mais trapalhadas e por tudo a perder novamente, tentei deixar a vergonha de lado e ataquei a gata como aparentemente ela gostava de ser atacada: mordidas, chupões em lugares estratégicos, passadas de mão e coisas do tipo. Quando já estavamos explodindo de tesão, convidei-a para ir a minha casa. O que ela negou, convidei-a então para irmos pelo menos a um motel ali perto (eu estava sem grana, mas nestas horas, pensa a cabeça de baixo). Alguns beijos, amassos e sarradas depois…
Amigos, tenho que trabalhar… ![]()
Mas o relato continuará em breve. Prometo.
















